Thursday, February 22, 2007

Menina da Metereologia

No outro dia acordei e pensei que este está a ser um Outono atípico. Eu por mim ainda não dei com nenhuma árvore a fugir para o mau gosto (leia-se "a fugir para o benfiquismo", i.e. , a fugir para as folhas vermelhas). Os dias estão tendencialmente mais quentes. As pessoas andam a tentar perder peso, em vez de acumularem reservas lipídicas. Mas há pior...
Na Terça-feira passada (Amor de Deus, meninos....) insistiram em comemorar o Carnaval! Em pleno Outono! E não tenho dúvidas que a seguir vão querer levar-me à praia. O que, pela mais pura lógica, calhará no mais pleno Inverno! Bonito...
O Big Brother não tinha acabado já? E estou a falar do do Orson Wells (agora corrigido para George Orwell, obrigado Anónimo!) , não do da TVI. Será que alguém se lembra desse livro muito além, onde aparecia uma entidade controladora, que por acaso até era o Governo, a vigiar os cidadãos pelas televisõezinhas lá de casa? Triunfo dos Porcos? Anyone?
Isto baralhava-me ao princípio. Mas eu pensei. (Devem ter reparado que houve um pequeno abalo sísmico, concomitante com o meu pico de concentração. Sorry.) Depois cheguei à brilhante conclusão de que não era uma tentativa subversiva do Governo de trocar as estações para obter mais pontos nas sondagens. Não está a começar a inversão do campo magnético da Terra. (Por falar nisso, alguém sabe quantos anos faltam? Odiava ser apanhada desprevenida).
E por tudo isto, só tenho uma pergunta para fazer.
Quem
É que interrompeu
A minha hibernação!?

Tuesday, February 06, 2007

Essência de ser estudante

"Nunca seja o primeiro.
Nunca seja o último.
Nunca se voluntarie."


In: "Leis de Murphy para médicos"

Friday, February 02, 2007

Não me saem as palavras

Não me saem as palavras... É um facto, quero escrever, mas não consigo. Pego na caneta e dou por mim a fazer riscos inconsequentes numa folha de papel que não tinha culpa de nada, a não ser, talvez, de estar ali. Uma folha de papel culpada de estar, de ser... Não sei. Não me saem as palavras e é um nó preso, o ter tanto para dizer, tanto para contar, para confiar, o ter tanto para revelar e mostrar, e no entanto o melhor que consigo fazer são riscos... Traços vagos, traços sem sentido, talvez um pouco como este ... este texto.Talvez um pouco como tudo o resto, talvez como o Universo: sem sentido. Tudo, sem sentido, não me refiro a um caos, refiro-me sim, a algo pior, algo vazio... O caos preenche e ocupa tudo o que toca, esta ausência de sentido é apenas fria, perturbadora, assustadora. Frio.
Não me saem as palavras e continuo aqui, embrulhado em mim mesmo, perdido sei lá onde. Já aqui estive, várias vezes, e não sei como, nunca sei onde isto é, talvez apenas um fragmento sombrio da(s) minha(s) personalidade(s). Pior ainda, talvez um não-fragmento. Talvez eu, ou todos os eus...
Talvez... Palavra que ressoa na minha cabeça com demasiada frequência, demasiadas duvidas, demasiadas questões, respostas a menos, falta de confiança... Falta de, falta de (confiança ?) ,não sei...

Talvez confiar. Talvez errar. Talvez tentar. Talvez acordar. Talvez outro dia...

Hoje não, hoje não me saem as palavras e doem-me os sentidos, dói-me o que sou, o que não sou, o que fui, e o que fico por ser. Doem-me as palavras, os fonemas, as silabas e os acentos. Dói-me cada pedaço de escrita, e cada pedaço em branco.

Não me saem as palavras, hoje não...

Monday, January 29, 2007

Canto lírico

Ontem dei por mim a cantar no duche. Isto só por si não tem nada de estranho, mas pôs-me a pensar. Cantar no duche é patognomónico (palavra gira, não é? Vão ver ao dicionário, foi o que eu fiz.) desta doença que é ser humaninho, como nós todos. Só os humanos é que cantam no duche. Só. Aposto que nunca viram um porco a cantar no duche, pois não? Ou um gato a cantar enquanto se lambe...
Bem, cheguei então ao segundo ponto da questão. Também tem a ver com o facto de a água estar parada ou não. Porque senão, vai daí, andávamos todos a trautear as árias da Castafiore no nosso rico banhinho de imersão. [Gostava de partilhar que adoro a letra agá e que quantos mais agás houver numa palavra, melhor. Por isso é que a palavra "banhinho" é deliciosa.] E ninguém canta no banhinho de imersão, pois não? Uma música do Barry White talvez ainda marchasse, mas isso será por outros motivos e não vamos entrar por aí hoje.
"Contudo!" - dirão os poucos que ainda não adormeceram - "Os animais que tomam banho em água agitada - corrente, digamos - não são muito dados à cantoria!"
Mentira. Pura mentira.
As focas? Guincham ou grunhem, conforme o sexo. Os golfinhos? Assobiam. E as baleias cantam!
Acho que já estão a ver onde eu queria chegar, não é? O Homem no fundo, fundinho, é um mamífero marinho. Nos E.U.A. já devem ter-se apercebido disto há uns tempos. Por isso é que andam a fazer a criação intensiva de baleias...

Thursday, January 18, 2007

Love of my life

Já repararam que a Fox tem intervalos curtíssimos e com publicidade apenas a si próprios? É que é mesmo dizer "Somos tão bons que até vos deixamos ir ver o que está a dar nos outros canais!... Sabem que vão voltar para aqui!"
Uma pessoa quase nem se sente culpada de estar a desperdiçar preciosos minutos de possível dedicação ao estudo. "Está bem, estou a perder tempo. Mas estou a perder tempo com qualidade!"

Wednesday, January 17, 2007

Já agora...

Para quando o metro a ligar a linha vermelha ao saldanha? A Câmara já punha um catalisador nisso... É que agora é que me dava imeeeenso jeito, já que já tenho carro... mas nem por isso dinheiro para gasoil...

(não tão) Breve

A pedido de muitas famílias (OK, foi só uma, mas obrigada pelo vosso interesse, família feijónica) regresso ao meio bloguistico para uma vez mais fazer... absolutamente nada.
Numa altura do ano em que todos temos 0 (zero) tempo - alguns começaram agora a trabalhar, outros estão em exames, os imigrantes de leste andam atarefadíssimos com o rebound da construção civil - eu cedi à pressão e resolvi tirar uns minutos para actualizar os comentários à actualidade. (O que nos leva à questão: será que se pode ter menos que zero tempo? Não, pois não? E como a disponibilidade de tempo para estudar é inversamente proporcional ao rendimento do dito aprofundar de conhecimento, suponho que se tiver zero tempo e muitissimo que estudar, terei nota infinitamente positiva.)
Ora bem, what's new? Mais uma vez... absolutamente nada. Com a diferença que agora já sei que não nos podemos recensear menos de 60 dias antes de uma votação qualquer. Grande coisa, até parece que eu queria votar no referendo do aborto. Também não queria, não queria, não queria - ná na na na ná naaaaaaaaaaaaaa! (Visualizem os totós de lado na cabeça e o bater do pé, sempre dá um pouco de colorido).
O retoque infinitamente sádico nesta época Natalícia (esta semana) é que houve um livro que se infiltrou sub-repticiamente cá em casa e me anda a estragar as possibilidades de vida futura. Ofereceram à minha madrecita um livro de culinária daqueles vanguardistas que têm imensa piada na TV ("Já viu, querido, de ce-têeeza que era girísssssimo termos um daqueles!") mas que na vida real se materializam em coisas que não queremos de modo algum, nem sob ameaça israelita, enfiar pela goela abaixo. Será preciso voltar a mencionar as gambas cozidas com papaia e mel? E prontos. Se eu não me alimentar, como é que vou sobreviver até às próximas Olimpíadas? Mais vale dizerem que não me queriam lá, também não era preciso serem tão rebuscados...
Não posso votar. Não posso comer. Não posso flausinar porque faz-me mal à reumatite e à virose idiopática (e à consciência, também). Não me deixam tocar contrabaixo. O que é que é suposto eu fazer, hein?!
Pois, é isso. Absolutamente nada.

Monday, December 25, 2006

É desta que sou excomungado !!!!

É Natal, ou como vejo por aí escrito, Xmas. Sendo assim, e resolvendo a equação Xmas=Christmas, em ordem a X, vem que X=Christ.

Sendo assim, X-Men, assume um novo significado, como, os Homens Cristo. E, sendo que eles eram todos mutantes ( os X-Men), este post isolado é capaz de explicar todo o mito da religião cristã, e de caminho, levar mais algumas religiões até à iluminação :
Jesus Cristo, era mutante!!!!!

Isto, explica o andamento sobre a água, as curas milagrosas, e se ele fosse padeiro, e não carpinteiro, até o milagre da multiplicação dos pães...

E agora, tenho que parar de escrever que a Spanish Inquisition está a bater á porta...

Tuesday, December 19, 2006

Se é um percurso e tem três etapas, chama-se...?

35 minutos sentada numa paragem de autocarro, para fortalecer o carácter, congelar o tutu e deixar de sentir os dedos dos pés.
25 minutos a ser abanada por tudo o que é lado, esmagada contra pessoas que nunca se viu.
8 minutos e 40 segundos a andar a um passo muito rápido enquanto se faz gincana por entre os vários "presentinhos" que os queridos donos de cães deixam para o público em geral.
No total, chego a casa numa hora, 8 minutos e 40 segundos. Sou campeã lisboeta de Triatlo! E pensar que eu queria desistir disto e ter um carro...

Saturday, December 16, 2006

Holiday spirit

Quase não fiz disparates. Não bati com o carro da minha irmã. Comi nem 1/6 dos gelados que queria. Fiz o jantar. Lavei a loiça (ok, não tenho escolha, se eu não lavar ninguém a lava). Estudei e preparei aulas das quais não gostava. Tive boas notinhas nos exames. Fiz o jantar (eu sei, ja tinha dito. Não estou senil, mas foram muitas vezes, achei que valia a pena.) No fundo, no fundo... Eu andei-me a portar bem o ano todo.
E agora vêm-me dizer que os presidiários também recebem prendas de Natal?! Hello??? Se alguém se portou mal, foram eles de certezinha!
Correndo o risco de roubar a deixa da Miclas...
"É uma injustiiiiiça!"

Wednesday, December 13, 2006

Sexo fraquinho de ideias

Os homens são o sexo fraco. Pronto, talvez não o sejam assim em termos de força. Alguns até são muita bons, tipo Hércules (acreditem, esta teve muito mais piada do que vocês podem imaginar. É essa a vantagem das privates, é que nos podemos rir não só da piada como da cara parva que os outros fazem. Ou, se forem o Kedas, dizem "dâbliú-tê-fêee?" e depois passa). Mas são fraquinhos de originalidade.
O problema é que são perfeitamente incapazes de se adaptarem à mudança. Sigam o meu raciocínio: Quem é que fez com que Adão e Eva fossem expulsos do Paraíso? O Adãozinho?? Não me parece! Por, ele, a esta altura ainda andávamos todos de folhinha de parreira, e a pedir desculpinhas à serpente de não lhe fazer as vontades...
Depois, aposto que foi uma mulher que inventou a roda. Os homens da altura de certeza que ficaram todos "Mas porque é que não podemos só pegar nas coisas e levá-las à mão, ou às costas, já que somos tão fortes e tão brutos?" Pois claro, não pensaram nos carrinhos de bebé, que daí viriam. Eram os homens que tinham de andar com as crianças às costas?? Não me parece! (As crianças seguem uma lei de proporcionalidade inversa: quanto mais pequenas, maior a probabilidade de escorregarem e as deixarmos cair. Trust me, I know.)
É evolutivo, eu percebo. É por isso que ainda hoje os homens têm dificuldades com mudanças. Mudam-se para casa das namoradas, custa-lhes a deixar a tampa da sanita para baixo. Mudam de lugar na mesa, custa-lhes a apreciar a refeição. Mudam de equipa de futebol, (ah não, esperem, os homens másculos não podem mudar de equipa de futebol, nem mesmo os do Benfica, coitadinhos). Muda-se um penteado e custa-lhes a reconhecer que fica giro. E depois ouvem-se destas "Ah, não está tão mau como tinha pensado. Mas gostava mais como estava antes!"
Eu não sei, mas cheira-me que se algum dia for mãe, o meu rebentinho não vai acordar 2 dias seguidos com a mobília no mesmo sítio. Não vai usar meias concordantes. Não vai celebrar o natal todos os anos, nem sempre a 25 de Dezembro. Vamos a ver se não fica original! Vai chegar a casa e perguntar "Então, mãe, hoje também há pão??? É que ainda ontem também houve!" Andamos aqui a brincar, ou quê...

Monday, December 04, 2006

Lx Taxi

Tenho a dizer que só em Lisboa temos a verdadeira noção do que é um taxi.
Factores de conjuro divino (falta de passe da carris, 10 dias úteis (!) para entregar um novo, Viva! - como não saudar a eficácia do funcionalismo público?!) conspiraram para que estas duas semanas que passaram andasse mais do que o costume de táxi. Sim, sim, gosto muito.
Ora como eu estava a diatribar (Ai Zé Manel, as coisas que me fazes dizer, caramba, o amor por uma mulher leva-nos à loucura, que autêntico disparate!...), o encanto que não é andar a passarinhar por Lisboa táxi dentro! Feita mafarrica!
É que temos um apanhado global, percebem? Ficamos a ver claramente como todos os outros condutores em Lisboa conduzem mal. ("É maluco, o raio do velho! A menina não se ofenda, não?"). Passamos a conhecer intimamente vocabulário com que nunca sonhámos ("tenha juízo, sirigaito..."), manobras altamente perigosas ("Agora estas três faixinhas, não é verdade?"), insultos e comentários vários à condução feminina ("A menina não se ofenda, não?"), pseudo-piadinhas ("Para o hospital? Não é preciso ir a correr, não?"). Lições de Matemática também são comuns ("Então deu-me dez, era seis e sessenta, eu dei-lhe três..."), talvez as minhas preferidas.
De vez em quando o panorama altera-se. Comigo não falam de futebol, não, Deus nos livre e guarde de falar de futebol com uma menina. Não se preocupem que aqui a menina não se ofende. Por isso regredimos no panorama histórico e temos uma valente história de Economia Portuguesa ("que isto o que faltava aqui era outro Salazar!").
Santa mãezinha, fazia cá falta o trolha o Salazar, fazia. Maldita liberdade de expressão, caramba. O pior é que os taxistas gozam-na até ao último minuto. Uma pessoa nem pode ir incógnita, à Lemos, a decorar matrículas... não há direito!
E se eu disser, prometer e jurar que todas as frases entre parentesis são autênticas, verdadeiras e tiradas de momentos de convívio com taxistas?
"Então tenha um bom dia, sim?"

Tuesday, November 21, 2006

Chocolate quente faz-se no fogão

A semana passada tentei fazer chocolate quente no microondas. Mas era chocolate quente tipo molho de, não bebida de. Por cálculos mal feitos e erros afins, aquela mistura de cubinhos de chocolate negro, leite e açúcar (fixem esta do açúcar que é importante), a modos que ficou tempo demais lá dentro, com calor demais lá dentro. Tanto quanto consigo perceber, a sequência foi: o leite decidiu evaporar, o chocolate decidiu desidratar. Já o açúcar não lidou bem com a pressão e decidiu explodir. (Por acaso é engraçado, açúcar explodido cheira exactamente a caramelo...)
Ora isto do cheiro a caramelo é giro durante uma tarde. Mas depois uma pessoa continua a usar o microondas, e aquela porcaria continua a queimar os vapores. Resultado: agora cheira a caramelo queimado, que já não é tão giro.
Moral da história : vide Título.
Tenho a casa empestada...

Wednesday, November 15, 2006

Magnificat em Dó Maior

Quem gosta de orquestras levante o braço.
Ok, baixem lá o braço, isto nem sequer era uma piada.
Primeiro: distinguir entre gostar de orquestras e gostar de música clássica. Porque música clássica é bonitinha, e tal, e faz aquele efeito, e pronto, dá jeito nos casamentos. Agora, orquestras? Por favor...
O que é uma orquestra senão um conjunto de pinguins amestrados, tipo Madagascar? Eles vão para lá, todos de fatinho, obedecer às ordens de um gajo com um fatinho diferente e que por acaso até tem azar e nunca se senta. Além do mais, tem uma probabilidade cientificamente comprovada de cerca de 85% de ser mais gay que a média. Uma "batuta"? Pois sim, vá lá...
Então e o concertino? Ah, amiguinhos... Sabem, o concertino, aquele que se levanta e dá o tom? Que parvoíce, toda a gente sabe que eles já tinham todos os instrumentos afinados antes de subirem a palco, quem é que julgam que enganam? E mais, daaar o tôôôm? Que coisa mais tiazorra, não acham? Estou mesmo a ver a Lili Caneças virar-se para um sobrinho qualquer e pôr-se "Ó Fan-cisquinho Maria, vá lá buscar o violino e dê o tôôôm..". My god. Para piorar, o concertinismo é muito elitista, porque acham sempre que o melhor concertino é um violinista. O que está claramente errado e marginaliza de forma dolorosa o tocador de oboé. Até mete dó.
Mas dor, dor, dor a sério, é aquela que vem de ver os concertos de jovens talentos que as escolinhas organizam no fim do ano, para mostrar os seus rebentos musicais. Ver aquelas mãezinhas ansiosas por apontar o seu Afonsinaldo, brilhante tocador de ferrinhos. "Senhores espectadores, é magnífico!". Magnificat em Dó. Maior.

Guess who's back!

Pois é meus queridos, adivinhem quem voltou e (sim, é verdade) continua tão desinspiradinha como sempre!
Uma pessoa já não pode tirar uma sabática, que é logo "Ah e tal, despacha-te". Já pensaram o que é que acontecia ao ensino nacional se cortassem as sabáticas aos professores? Tínhamos aí o fenómeno invertido de Columbia High School, com os próprios professores a sacar das metralhadoras e chacinarem as senhoras da cantina! E aproveito para esclarecer que nós estamos sempre a aprender, logo, todos temos algo a ensinar, logo, eu sou tão professora como eles e também preciso de sabáticas. E-Mai-Nada!
Eu gostava de dizer que não, mas isto assim descamba! Estou perfeitamente deprimida, porque confesso que gostava de ter sido eu a escrever o post das gomas. O problema é que alguns de nós têm coisas para fazer da vida, e não passam o tempo no bar de civil a discutir minorias éticas do reino alimentício. Com grande perda para o universo bloguístico, claro.
E só para acabar, tinha de ser eu a escrever este post. E mais não digo.

Tuesday, November 14, 2006

Gomas

Gomas, gomas, gomas, gomas, gomas e ursinhos. Mais gomas, espaços lineares, gomas, caloiros, caloiras, gomas, gomas e gomas.
As gomas são claramente invenção do Demo, Lúcifer, Satanás, e todos os outros pseudónimos que ele usa para conseguir entrar nas discotecas sem pagar. Portanto, é claro, que cada vez que tiramos um ursinho de goma de dentro do pacote, seja qual for a cor do ursinho, se bem que isto é mais frequente de acontecer com os ursinhos verdes, ou transparentes, estamos a interromper uma grande açucarada e gelatinosa orgia.
É verdade!
As provas falam por si mesmas... temos pessoal coberto de glacé (se bem que no outro dia, descobri umas gomas cobertas por cera de abelha, o que também é um twist interessante), todos juntinhos uns aos outros, mas ainda com liberdade relativa de movimentos, e além disso, e esta é a parte que resta provar, os ursinhos são hermafroditas, logo aquilo só pode descambar numa gigantesca festa de prazer gelatinoso.
Por outro lado, é claro que os ursinhos estão a conquistar o globo armados em Ghengis Khan, mas a partir da sua base secreta situada no subsolo de Nova Delhi. E agora pensam vocês por um bocadinho, o que é que também foi criado na India ?! ( tempo para pensar : 1... 2.... 3... 4...5...6...7...8...9...10... tic tic tic time's up!! ) o Kamasutra!!!!!!
Provadíssimo por A+B...

Como é evidente, isto não é tudo culpa da natureza megalómana, dos entes gelatinosos, porque os ovos estrelados nunca fizeram mal a ninguém, e as garrafas de coca-cola, apesar de serem um pouco temperamentais, são lidáveis... A culpa disto tudo é Stallone, que quando fez os filmes do Rocky, e do Rambo, não aparece em nenhuma cena, a dizer que gosta dos ursinhos de goma. Ora, como é mais do que evidente, isto criou um recalcamento ao urso, que jurou a sua vingança e disse que havia de conquistar o mundo. E disse-o de forma retorcida e acompanhada por um riso demoníaco, comparavel ao riso das pirâmides quando caiu o nariz á esfinge.

Claro que as orgias são apenas para queimar as horas mortas dentro do pacote...

Tuesday, October 31, 2006

Marco

Conseguimos ficar um mês sem escrever nada de interessante, e tendo em conta o teor deste post, continua a contar...

Saturday, September 30, 2006

Tourada

Já estava na altura de falar sobre esse espectáculo nacional que é a tourada. Espanta-me que a tourada não tenha mais adeptos que os morangos e que o futebol juntos. Porque sinceramente, a tourada tem tudo: grupos selectos vestidos com roupas mariquinhas, autênticas bestas, pares de cornos, gajos a levar com os ditos pares de cornos e pessoal "a cavalo".
Eu sou contra a tourada, porque tal como as moranguinhos, não faz o meu género. Mas confesso que quando apanho uma no zapping, vejo assim à comando-escondido-na-selva. Ninguém me tira aquela esperança mórbida de ver o gajo a levar uma cornada na femoral (artéria, leia-se), e ficar ali a estrebuchar.
É mais ou menos o mesmo instinto que me leva a mim e ao Nuno Markl a ver os campeonatos de patinagem artística. Quem é que sabe quando eles decidem ir ao chão?

Monday, September 25, 2006

Conversas

Estávamos nas escadas, tinha de ser nas escadas, recusavas as cadeiras… Ficámos ali, com todas aquelas pessoas a tentarem roubar-me a ti, ás dúvidas que tinhas, ás perguntas que tinhas por fazer, e que te queimavam por dentro… Ficámos ali, comigo meio perdido no meio da multidão, a sofrer a tua dor, a olhar para os teus olhos, meio verdes, meio castanhos… não, mais castanhos que verdes…, a vê-los a desaparecer atrás de uma muralha aquática, quase…, e a recuperarem a força… a perguntarem o inevitável “ Porquê ?”, perdida também tu…

Já antes me tinhas dito... que não era possível, para parar de brincar e falar a sério, para não ser parvo… Disseste que fingias que acreditavas em mim, e isso chegou-me…

De volta ás escadas, ainda perdida, a tentar perceber o que eu não dizia, a quereres saber…, não, não tinhas feito nada, era apenas eu… eu, e tu tinhas que ir embora… perseguida pelos ponteiros do relógio, e um telefone que insistia, alguém que precisava de ti, naquela altura, o telefone a gritar, e os ponteiros a andar… foste… tinhas que ir…

Outro dia, outra tarde… um corredor apertado, umas cadeiras estranhas… um corredor sem luz, e umas cadeiras desconfortáveis… e nós, noutra língua, noutra língua é mais fácil sermos nós, parece… que não sentimos o que estamos a dizer, e podemos dize-lo melhor… não sei… fomos… fomos indo, naqueles sons que não nossos, palavras que não dizíamos…
…e novamente o relógio a meter-se entre nós… a devorar-nos aos dois, os ponteiros a ignorarem o que dizíamos, e a quererem avançar, avançar sempre… e nós ali, a termos que obedecer… a irmos… embora…


Nova tarde… novo local… cadeiras, outras cadeiras, desta vez o sol, e desta vez tu já não perdida… a insistires… a picares-me com os olhos, a espremer-me com palavras, até a teres, só ali, e para ti, “Desculpa…”
Ficámos, continuámos, fomos ficando… a esplanada a ficar vazia, e nós, lá, num canto longínquo, encostados ao céu… uma conversa em que por um momento, eu , disseste tu, não era eu… era um outro… lágrimas… mas ficámos… fomos ficando… até “Olhem desculpem mas isto vai fechar”, assim, sem virgulas, sem nada, a matar uma conversa que não continuámos, que não acabámos…

Pensando bem… nunca acabámos uma conversa… ficaram todas suspensas… assim… inacabadas…

Monday, September 11, 2006

Top 5 T-Shirts

Cinco T-Shirts que todas as mulheres deviam usar pelo menos uma vez na vida:

  • "Coffee, chocolate, men... some things are just better rich"
  • "Tell your girlfriend I said thanks"
  • "I have a really hard time everyday trying to find people I actually like"
  • "No study, no job. No job, no money. No money, no boy. No boy, no sex. No sex, no kids. So... Why study?"
  • "I do not have a drinking problem. I drink. Fall down. No problem."